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Aproxima-se mais uma Semana de Acção Global pela Educação (2 a 8 de Maio) e, por todo o mundo, estão a ser preparadas diversas actividades para chamar a atenção das comunidades educativas, dos representantes políticos, dos meios de comunicação e do público em geral sobre o tema "A Educação para Raparigas e Mulheres". argaiv1700
A Semana de Acção é a maior mobilização à escala global pelo direito à educação e visa contribuir para a sensibilização e acção sobre todas as Metas de Educação para Todos e Todas (EPT), estabelecidas em Dakar (2000), assim como os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM).
Partilhamos convosco os planos de algumas das diversas coligações nacionais que fazem parte da Global Campaign for Education (GCE):
Afeganistão O Presidente do país e vários Ministros (Negócios Estrangeiros, Educação e Social) foram convidados para participar num evento central que terá lugar em Cabul. Haverá outros eventos a decorrer em doze províncias, em mais de cem escolas. São esperados mais de 200.000 participantes no evento central, que receberá a cobertura jornalística por cinco canais de televisão e vinte e cinco estações de rádio. A coligação nacional está a produzir um documentário de cinco minutos sobre a educação para raparigas e mulheres.
Argélia A Argélia irá participar na Semana de Acção pela primeira vez, com o apoio da coligação da Palestina. Vários grupos da sociedade civil, liderados por associações juvenis, estão a planear actividades para juntar encarregados de educação, estudantes, académicos e sindicatos pela educação.
Brasil A coligação brasileira, em parceria com o Comité para a Educação e Cultura, apresentará as suas preocupações e os apelos da sociedade civil sobre as leis, políticas e práticas discriminatórias na educação ao Parlamentares, numa audiência pública no Congresso Nacional. No dia 3 de Maio, a coligação dinamizará um workshop de grafitti e promoverá uma discussão com os jovens sobre a discriminação nas escolas. Os jovens produzirão um grande painel com grafittis para ser exposto no Congresso Nacional. Centenas de outras actividades locais terão lugar em diferentes regiões do país, desenvolvidas por parceiros locais.
Burkina Faso Este ano, o apelo central da coligação deste país é que o seu governo se comprometa a alcançar o ensino primário universal até 2015, tomando em especial atenção a educação para raparigas. A coligação apelará, especificamente, a que o governo construa latrinas separadas para rapazes e raparigas em pelo menos 70% das escolas, e que pelo menos 3000 centros de alfabetização de mulheres e raparigas sejam construídos. Estão a ser planeadas outras actividades diversas, incluindo um evento central.
Chade A FAWE está a organizar um evento central para o qual foi convidado o Presidente do país. As actividades centrar-se-ão na celebração das mulheres e raparigas e na discussão sobre os benefícios da educação para raparigas e mulheres.
República Democrática do Congo A actividade “A Grande História” terá lugar em 300 escolas de Kinshasa e em 100 escolas das outras províncias. As actividades receberão cobertura por três canais de televisão. A acção central realizar-se-á em Kinshasa com a entrega de uma petição ao Presidente por uma corrente humana formada por 1.000 estudantes de 50 escolas. A coligação recolheu histórias locais sobre mulheres e raparigas. Adicionalmente, foi preparado um dossier para apresentar ao governo os desafios enfrentados pelas mulheres e raparigas na educação.
França A Solidarité Laique anunciou a Semana de Acção de 2011 no Dia Internacional da Mulher (8 de Março). O “Manifesto sobre o direito a uma educação de qualidade para todas as mulheres e raparigas” e uma carta-petição serão lidos e assinados por ocasião de várias mobilizações cívicas. A petição será enviada posteriormente aos Membros do Parlamento locais e entregue, mais tarde, na reunião do G20 que acontecerá sob a Presidência Francesa. A coligação produziu um kit de mobilização que inclui o Manifesto e cartas de petição. Para mais detalhes ver: www.educationpourtous.com.
Grécia No Dia Internacional da Mulher, a coligação grega lançou a Semana de Acção com uma noite de leitura de histórias na Fundação Theocharaki. Vários actores e actrizes famosos, como Elisabeth Konstantinidou, Renia Louizidou e Natalia Tsaliki, entre outros, leram histórias sobre mulheres da Tanzânia e da Serra Leoa que, ou tiveram de abandonar a escola, ou cujas vidas mudaram porque tiveram a oportunidade de frequentar a escola. Desde o lançamento da Semana de Acção, inscreveram-se 400 escolas. Foram enviados materiais de apoio para todas as escolas. Mais notícias em http://education.actionaid.gr/gaw2011-material.
Índia A coligação indiana está a recolher histórias de dez mulheres e raparigas extraordinárias, cujas vidas mudaram devido à educação. As mulheres e raparigas visadas nas histórias terão um encontro com a Presidente da Índia durante a Semana de Acção para lhe entregar o Manifesto. As suas histórias serão também contadas aos Membros do Parlamento e aos altos responsáveis pela Comissão Nacional para a Protecção dos Direitos das Crianças.
Japão Cerca de 18.945 estudantes de 135 escolas inscreveram-se para participar na Semana de Acção. A coligação está a apontar para a participação de 700 escolas e os materiais de apoio já foram enviados para todas as escolas. A coligação convidou o Ministro do Exterior, Sr. Matsumoto, e outros Membros do Parlamento para participarem em “A Grande História”. Para mais informação ver: http://www.jnne.org/gce2011/ e http://www.jnne.org/gce2011/download.html.
Montenegro As actividades a realizar terão com principal objectivo apelar ao direito dos Roma (comunidade cigana) à educação, com um especial enfoque nas raparigas.
Nepal A actividade “A Grande História” será realizada em várias partes do país e têm sido recolhidas diversas histórias inspiradoras sobre raparigas e mulheres.
Palestina A Semana de Acção foi lançada no Dia Internacional da Mulher com várias actividades sobre a importância da educação para raparigas e mulheres. A coligação tem planeada uma marcha de abertura da Semana a partir do edifício do Conselho Legislativo em Ramallah, onde serão lidas algumas histórias. As escolas dinamizarão a actividade “ A Grande História” e foram já preparadas mensagens a serem entregues ao Presidente do país. O evento nacional central, onde estudantes lerão histórias sobre mulheres notáveis, terá a presença do Primeiro Ministro, Salam Fayad, e de outros representantes políticos. Ver fotografias em: http://www.flickr.com/photos/campaignforeducation/sets/72157626230422342/
Papua Nova Guiné Este ano, a coligação da Papua Nova Guiné inclui mais organizações. Está em preparação um evento com a presença de representantes políticos sobre a educação para raparigas e mulheres.
Peru Está a ser organizada uma marcha para o dia 12 de Maio, em Lima, que culminará numa cerimónia pública na “Casa da Literatura”, com a presença dos Ministros da Educação e da Mulher e Desenvolvimento Social. A coligação publicará uma brochura com informação sobre a educação para raparigas e mulheres a nível global e local. Será publicado, ainda, um livro com histórias sobre a educação de mulheres e raparigas para ser distribuído a nível nacional.
Senegal As actividades planeadas centram-se no diálogo sobre os obstáculos à educação para mulheres e raparigas, liderado por representantes de diferentes grupos que incluem um/a delegado da coligação, um/a representantes dos encarregados de educação, representantes do Ministério da Educação e das Finanças, e representantes da Assembleia Nacional. Haverá fóruns de discussão online sobre a educação para raparigas e mulheres durante o mês de Maio, que permitirá a milhares de activistas, de todo o país, contribuírem com as suas reflexões para “A Grande História”.
Reino Unido A coligação do país reuniu alguns estudos de caso da Tanzânia e da Nigéria que ilustram os obstáculos à educação das raparigas e os benefícios da sua educação. Cerca de 3.500 escolas inscreveram-se para participar na Semana de Acção e espera-se que esse número chegue às 6.000 escolas. No âmbito da campanha “Send My Sister to School”, os/as jovens participantes enviarão figuras de papel femininas (“sister”), simbólicas, aos representantes políticos locais para chamar a atenção sobre a educação para raparigas e mulheres. Para saber mais ver: http://www.sendmyfriend.org/take-action/pack-download.
Ver também:
www.campaignforeducation.org
www.globalactionweek.org
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No âmbito da iniciativa “Os Dias de Desenvolvimento” que este ano decorrerá nos dias 5 e 6 de Maio de 2011, nas instalações do ISCSP – Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, Universidade Técnica de Lisboa, no Pólo Universitário da Ajuda, Rua Almerindo Lessa, em Lisboa, o Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD)convida todos os alunos e docentes que queiram estar presentes a visitar a Exposição sobre o Trabalho da Cooperação Portuguesa com os países em desenvolvimento, em particular com os de Língua Oficial Portuguesa.
Estamos já na 4ª edição dos ODD, e as visitas realizadas têm constituído oportunidades para desafiar professores e alunos a tomar conhecimento dos projectos da Cooperação para o Desenvolvimento, bem como das entidades que actuam nesta área; a melhor compreender a cidadania; a participar nas problemáticas globais do desenvolvimento, através de exposições, conferências, jogos e outras actividades dedicadas ao público jovem.
Pretende-se que todos os alunos adquiram uma visão global sobre as diferentes acções que têm sido desenvolvidas pelos Actores da Cooperação, de modo a que estas constituam uma actividade de Educação para o Desenvolvimento.
Ficha de Inscrição
A iniciativa visa, igualmente, contribuir para a sensibilização da opinião pública e dos decisores para a necessidade de cumprimento das metas a que Portugal se comprometeu no quadro dos compromissos para 2015 dos Objectivos do Milénio.
A Campanha Global pela Educação (CGE), tal como tem vindo a ser prática em anos passados, estará presente em "Os Dias do Desenvolvimento". Esperamos pela vossa visita no nosso stand.
LOCAL DO EVENTO: LISBOA – ISCSP -Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas – UTL - Pólo Universitário da Ajuda, Rua Almerindo Lessa.
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O Guia Prático para a Educação Global, ferramenta pedagógica construída com base na experiência adquirida pela rede Educação Global do Centro Norte-Sul (CNS) e outros parceiros do CNS, tem como objectivo apoiar os agentes educativos a compreenderem a pedagogia e implementarem iniciativas no âmbito da educação global (EG). Guia Prático para a Educação Global
Foi escrito com base na premissa de que os processos educativos em contextos formais ou não formais devem abrir caminho a uma melhor compreensão do mundo cada vez mais interligado e globalizado em que vivemos. Levanta questões importantes acerca das responsabilidades profissionais dos educadores e professores e do papel das escolas e outras organizações e instituições, no reforço da consciencialização e conhecimentos globais sobre as questões mundiais, de forma transversal ao longo do currículo e em projectos e actividades educativas não formais. Os tópicos apresentados no Guia visam a clarificação de questões fundamentais relacionadas com a educação global. São sugeridas estratégias sobre construção de conteúdos, estabelecimento de objectivos, capacidades, competências, valores e atitudes; são dadas orientações sobre métodos, desenho curricular e avaliação, bem como uma lista de contactos úteis e uma bibliografia. O Guia Prático para a Educação Global é uma iniciativa do Programa Educação Global do Centro Norte-Sul do Conselho da Europa e envolveu uma equipa de educadores da rede da Educação Global que assumiu o mandato de concretizar colectivamente este documento. O processo de escrita foi participativo, com diversos níveis de consulta a educadores e outros profissionais com actividade na área da educação global, activamente envolvidos nos programas de Educação Global e Juventude do Centro Norte-Sul do Conselho da Europa. Foi ainda constituído, entre os parceiros Europeus e Internacionais, um Grupo de Mentores cujo pareceres foram integrados no processo de finalização da ferramenta. No intuito de reforçar o interesse pedagógico do Guia Prático para a Educação Global, o CNS oferece formações à distancia. O accesso a ambas as ferramentas é possível através do sítio do CNS - www.nscentre.org e da página do programa Educação. Entretanto, caso pretenda receber exemplares do Guia, não hesite em solicita-los ao CNS através do email
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. O Guia deve ser encarado como um processo evolutivo, a rever e actualizar regularmente com novas ideias, experiências e práticas, através do contributo dos parceiros do CNS. Além da sua finalidade pedagógica, pretende também reforçar o espaço colaborativo entre o CNS e os seus parceiros de expressão Portuguesa.
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(comunicado de imprensa da UNICEF)
NOVA IORQUE, 25 de Fevereiro de 2011 - Investir agora nos 1.2 mil milhões de adolescentes com idades compreendidas entre os 10 e os 19 anos pode quebrar ciclos arreigados de pobreza e iniquidade, afirmou hoje a UNICEF no seu relatório Situação Mundial da Infância 2011 intitulado ‘Adolescência: Uma Idade de Oportunidades’.
Os fortes investimentos realizados ao longo das últimas duas décadas traduziram-se por enormes ganhos para as crianças até aos dez anos. A descida de 33 por cento na taxa de mortalidade global de menores de cinco anos revela que foram salvas muitas mais vidas, na maior parte das regiões do mundo as raparigas têm quase as mesmas probabilidades de frequentarem o ensino básico, e milhões de crianças beneficiam actualmente de um acesso melhorado a água potável e intervenções cruciais de saúde tais como a vacinação de rotina.
Por outro lado, registaram-se menos avanços em áreas que afectam particularmente os adolescentes. Mais de setenta milhões de adolescentes em idade de frequentarem o ensino secundário inicial estão actualmente fora da escola, e a um nível global as raparigas continuam a ficar atrás dos rapazes em termos de participação na escola secundária. Sem educação, os adolescentes não podem desenvolver os conhecimentos e aptidões de que necessitam para enfrentar os riscos de exploração, abusos e violência que se manifestam com maior evidência na segunda década de vida. No Brasil, por exemplo, a vida de 26.000 crianças menores de um ano foi salva entre 1998 e 2008, contribuindo para um decréscimo acentuado da mortalidade infantil. Na mesma década, foram assassinados 81.000 adolescentes brasileiros com idades compreendidas entre os 15 e os 19 anos.
“A adolescência é um ponto de viragem – uma oportunidade para consolidar os ganhos alcançados na primeira infância, sob pena de esses ganhos virem a ser apagados,” afirmou Anthony Lake, Director Executivo da UNICEF. “Precisamos de dedicar mais atenção ao propósito de alcançar os adolescentes – em especial as raparigas adolescentes –, investindo na educação, na saúde e noutras medidas a fim de envolvê-los no processo de melhorarem as suas condições de vida.”
A adolescência é um período de importância decisiva. É no decurso dessa segunda década da vida que as iniquidades e a pobreza se manifestam com maior evidência. Os jovens que vivem na pobreza ou marginalizados têm menos probabilidades de fazer a transição para o ensino secundário durante a adolescência, e mais probabilidades de serem alvo de exploração, abusos e violência tais como servidão doméstica e casamento na infância – especialmente as raparigas. Nos países em desenvolvimento (excluindo a China), as raparigas adolescentes mais pobres têm aproximadamente três vezes mais probabilidades de se casarem antes dos 18 anos de idade que as raparigas nascidas nos 20 por cento das famílias mais ricas. As raparigas que casam mais cedo correm maiores riscos de ser apanhadas num ciclo negativo de gravidez prematura, elevadas taxas de mortalidade materna e subnutrição infantil. As raparigas enfrentam taxas mais elevadas de violência doméstica e/ou sexual que os rapazes, e são mais susceptíveis ao risco da infecção por VIH.
A grande maioria dos actuais adolescentes (88 por cento) vive nos países em desenvolvimento. Muitos desses jovens enfrentam um conjunto ímpar de desafios. Embora os adolescentes no mundo sejam genericamente mais saudáveis do que no passado, muitos riscos de saúde permanecem significativos, incluindo ferimentos e lesões, distúrbios alimentares, abuso de substâncias e questões de saúde mental; estima-se que, aproximadamente, um em cada cinco adolescentes sofra de algum problema de saúde mental ou comportamental.
Com 81 milhões de jovens sem trabalho no mundo em 2009, o desemprego juvenil continua a ser uma preocupação em quase todos os países. Um mercado de trabalho cada vez mais tecnológico exige aptidões que muitos jovens não possuem. Trata-se do resultado não apenas do desperdício dos talentos dos jovens, mas também de uma oportunidade perdida para as comunidades em que eles vivem. Em muitos países as vastas populações de jovens constituem um trunfo demográfico único que é muitas vezes subestimado. Ao investir na educação e formação de jovens, os países podem colher uma importante e produtiva força de trabalho, contribuindo significativamente para o crescimento das economias nacionais.
Os adolescentes têm pela frente numerosos desafios globais tanto hoje como no futuro, entre os quais o actual agravamento da agitação económica, as alterações climáticas e a degradação ambiental, uma urbanização e migração explosivas, o envelhecimento das sociedades, os custos crescentes dos cuidados de saúde, e a escalada das crises humanitárias.
A fim de que os adolescentes possam lidar com estes desafios de uma maneira eficaz, são necessários investimentos direccionados para as seguintes áreas-chave:
• Melhorar a recolha de dados para aumentar a compreensão da situação dos adolescentes e ir ao encontro da realização dos seus direitos; • Investir na educação e formação para que os adolescentes tenham os meios para se resgatarem da pobreza e contribuir para as suas economias nacionais; • Expandir oportunidades para os jovens participarem e expressarem as suas opiniões, por exemplo em conselhos nacionais de juventude, fóruns de jovens, iniciativas de serviço comunitário, activismo on-line e outros canais que permitem aos adolescentes fazer ouvir a sua voz; • Promover leis, políticas e programas que protejam os direitos dos adolescentes e lhes permitam ultrapassar as barreiras de acesso aos serviços essenciais; • Incrementar o combate à pobreza e à iniquidade através de programas sensíveis às crianças a fim de evitar que os adolescentes sejam catapultados prematuramente para a idade adulta.
“No mundo, milhões de jovens estão à espera de mais medidas da nossa parte. Proporcionar a todos os jovens as ferramentas de que precisam para melhorar as suas condições de vida irá produzir uma geração de cidadãos economicamente independentes, capazes de se empenharem a fundo na vida cívica e aptos a contribuir activamente para as suas comunidades,” afirmou Lake.
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A crise escondida na educação, nos países afectados por conflitos armados, necessita de uma resposta urgente ao nível global. Para além do sofrimento imediato que causam, os conflitos provocam ou agravam situações de pobreza, de desigualdade e de estagnação económica.
O Relatório de Monitorização da Educação para Todos e Todas (EPT) de 2011, lançado recentemente pela UNESCO, dedica-se a identificar os principais desafios a enfrentar, a estabelecer uma agenda para a protecção do direito à educação em situações de conflitos armados, e reforça o papel da educação pode desempenhar enquanto ferramenta para a paz, a coesão social e a dignidade humana.
Relatório de Monitorização da EPT 2011, UNESCO (Resumo)
Os países afectados por conflitos armados estão mais distantes de alcançar as metas de EPT. Nos países afectados por conflitos armados, 28 milhões de crianças em idade escolar estão fora da escola – o correspondente a 42% do total mundial. As crianças que vivem em países afectados por conflitos armados têm duas vezes mais probabilidades, em relação às outras crianças que vivem em países menos desenvolvidos, de morrer antes dos cinco anos.
Mais de 43 milhões de pessoas, entre elas crianças, fogem das zonas de conflitos nos seus próprios países, empobrecendo ainda mais, tornando-se refugiados de guerra. Estes refugiados e deslocados de guerra são os que enfrentam as maiores barreiras no acesso à educação. Em 2008, apenas 69% das crianças refugiadas em idade escolar estavam a frequentar a escola primária.
O Relatório alerta para a necessidade de abastecimento de serviços ao nível da educação para as crianças, jovens e adultos afectados pelos conflitos, assim como para a importância da reconstrução dos sistemas educativos no período pós-conflito.
Para saber mais clique AQUI. |
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No próximo dia 10 de Dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos, decorrerá no Auditório da Escola Superior de Educação (ESE) do Porto, das 9h00 às 17h30, o Seminário Estratégia de Educação Para a Cidadania Global – Portugal e as Metas da Igualdade e Saúde Sexual e Reprodutiva organizado pela Associação para o Planeamento da Família (APF)-Norte em colaboração com o Gabinete de Educação para o Desenvolvimento e Cooperação (GEDC ) da ESE Porto.
Este evento insere-se na Campanha Roteiro 3456 e contará com a presença de diversas organizações e instituições de relevância na área de Advocacy em Portugal pelo cumprimento do ODM no contexto global, entre elas a Campanha Global pela Educação.
Com este Seminário pretende-se organizar um dia de reflexão sobre os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) a partir de uma abordagem orientada para a centralidade da Igualdade de Género e dos Direitos em Saúde Sexual e Reprodutiva na concretização dos ODM.
Programa
Ficha de Inscrição
As fichas de inscrição deverão ser preenchidas e remetidas para o e-mail:
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As inscrições são limitadas ao número de vagas.
Para mais informação sobre a Campanha Roteiro 3456 clique aqui. |
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