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Financiem o Futuro!

No próximo dia 8 de Novembro, a Parceria Global para a Educação e os seus parceiros, entre os quais a Global Campaign for Education (Campanha Global pela Educação), irão mobilizar recursos e compromissos políticos para apoiar o investimento na Educação para o período de 2011-2014, com o objectivo de se atingirem resultados concretos no acesso a uma educação de qualidade para todas as crianças.

 

Estarão reunidos, em Copenhaga, Ministros e outros representantes políticos de países doadores e de países em desenvolvimento, representantes das principais agências das Nações Unidas, CEOs de empresas e fundações, representantes de organizações da sociedade civil, sindicatos do mundo educativo e representantes dos bancos de desenvolvimento. São esperados mais de 200 participantes, de mais de 40 países de seis continentes.

O objectivo deste evento é conseguir compromissos de financiamento na ordem de 2.5 mil milhões de dólares no total para que, através da Parceria Global para a Educação, sejam providenciados globalmente 50 milhões de novos manuais escolares, para sejam formados cerca de 600 mil professores/as e para que se consiga que mais 25 milhões de crianças possam ir à escola.

Os participantes são ainda convidados a contribuírem com os seus recursos para o objectivo de se criar um fundo de 5.5 mil milhões de dólares adicionais para financiar a educação básica nos países com menor rendimento.

 

A Campanha Global pela Educação, em Portugal, apela à vossa acção enquanto cidadãos globais - participem na campanha internacional "Fund the Future - Education Rights Now" e enviem a seguinte mensagem a alguns dos maiores financiadores potenciais nesta Conferência:

 

Excelentíssimos/as Presidente Obama, Presidente Sarkozy, Chanceler Merkel, Primeiro-Ministro Noda e Primeiro-Ministro Harper

A oportunidade de ir à escolar é negada a 67 milhões de crianças no mundo. Estas crianças deviam ser a nossa próxima geração de líderes, médicos, cientistas e professores – mas, sem o acesso a uma educação de qualidade e gratuita, será muito difícil que isso aconteça. Em vez disso, estas crianças terão de enfrentar uma luta permanente ao longo da vida contra a doença, a violência e a pobreza.


Não tem de ser assim. Nos últimos dez anos, a acção da comunidade internacional tem feito a diferença na vida de 40 milhões de crianças. No entanto, a crise financeira tem levado a cortes nos orçamentos em países menos desenvolvidos, levando milhões de crianças a trabalharem em vez de aprenderem.

A despesa para garantir que nenhuma criança no mundo fique fora da escolar sem aprender é reduzida e alcançável – e os potenciais benefícios são vastos:

•    cada dólar investido na Educação tem o potencial de gerar 10-15 dólares em retorno devido ao maior crescimento que possibilita;
•    7 milhões de casos de VIH/SIDA poderão ser evitados se na próxima década todas as crianças receberem uma educação;
•    uma criança filha de uma mãe alfabetizada tem 50% mais probabilidades de sobreviver para além dos cinco anos.

No dia 8 de Novembro de 2011, na Conferência sobre Educação para Todos/as em Copenhaga, Dinamarca, organizada pela Parceria Global para a Educação, apelo para que se comprometam a investir mais na Educação.

Apelo a que:

•    Assumam o compromisso de contribuir com a vossa quota-parte para a educação básica – e, assim, cumpram as vossas promessas;
•    Desliguem a Ajuda e assegurem que esta é aplicada nos países em desenvolvimento e não em bolsas de estudo ou na aquisição de bens e serviços dos vossos próprios países;
•    Destinem uma Ajuda previsível para a educação básica, com foco nos/as professores/as.

Se os vossos governos financiarem o futuro e assumirem os compromissos necessários em Copenhaga, esse será um passo gigante para se alcançar a Educação para Todos/as.

Cada um dos vossos governos fez uma promessa a estas crianças. Insto-vos a assumirem um compromisso na Conferência de Novembro deste ano e a comprometerem-se a financiar o futuro.

 

ASSINAR E ENVIAR E-MAIL

 

Obrigado pela vossa participação!

 

 
Educação para Raparigas: fazer o que está certo!

Estamos em 2011 e uma em cada quatro mulheres no mundo não consegue ler esta frase. Em 2000, 60% das crianças que estavam fora da escola eram raparigas. Hoje, as raparigas representam 53% dos cerca de 67 milhões de crianças sem acesso à educação.

O Relatório “Make It Right”, lançado pela Global Campaign for Education e o RESULTS Educational Fund, chama a atenção para os milhões de raparigas que são forçadas a abandonar a escola devido à pobreza, ao trabalho infantil, ao casamento precoce, aos riscos de serem alvo de violência sexual e à falta de condições adequadas nas escolas.

O relatório examina a situação de oitenta países com baixos rendimentos em relação à Educação para Raparigas. A República Democrática do Congo, o Egipto, a Índia, o Iraque, a Nigéria e o Paquistão são alguns dos países onde as raparigas enfrentam sérios obstáculos no acesso ao ensino de qualidade.

As dificuldades sentidas pelas raparigas no seu percurso escolar sentem-se um pouco por todo o mundo, e a diferentes níveis, como demonstra o Relatório referido. Na África Subsariana, as raparigas têm uma probabilidade inferior a 50% de concluir o ensino primário; em alguns países asiáticos, como no Paquistão e na Índia, essa percentagem é de 41% e 30% respectivamente.
 
As boas notícias chegam-nos de países como o Bangladesh, a Jordânia, o Senegal, a Tanzânia, a Tunísia e a Ucrânia, que mostram progressos no acesso e na permanência das raparigas na escola.

Relatório “Make It Right” (versão disponível em Inglês)


A Global Campaign for Education, coligação internacional da qual a CGE faz parte:
 
•    Apela aos Governos para que implementem Planos Nacionais que tenham a educação para raparigas como prioridade;
•    Apela ao Secretário-Geral das Nações Unidas para que lidere um processo de Alto Nível sobre Educação para Raparigas;
•    Apela a novos recursos financeiros para financiar a educação para raparigas globalmente através da Iniciativa de Via Acelerada para a Educação para Todos (Banco Mundial).


ASSINE AQUI a Petição para uma Educação segura, gratuita e de qualidade para todas as raparigas e mulheres e divulgue!

 
É necessária mais e melhor cooperação para alcançar os ODM

(Comunicado da Plataforma Portuguesa das ONGD)

Portugal continua a não cumprir os compromissos assumidos internacionalmente em termos de Ajuda Pública ao Desenvolvimento (APD).
 
A maioria dos Estados-membros da União Europeia (UE), incluindo Portugal, não alcançou os objectivos a que se propuseram em termos de Ajuda Pública ao Desenvolvimento (APD), comprometendo assim os esforços globais para alcançar os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM). Os dados que comprovam este facto foram revelados pelo relatório AID WATCH 2011, publicado hoje pela CONCORD (Confederação Europeia das ONG de Ajuda ao Desenvolvimento e Ajuda Humanitária de Emergência).

O relatório deste ano demonstra que, apesar de ter havido um aumento do montante global da APD disponibilizada pela UE, continuamos muito aquém do necessário para serem cumpridos os compromissos assumidos internacionalmente ao nível da quantidade da Ajuda Pública ao Desenvolvimento. Teriam sido necessários mais 15 mil milhões de Euros para se atingir a meta definida pelos representantes políticos da União Europeia, que prometeram que em 2010 o valor da sua Ajuda ao Desenvolvimento representaria 0,56% do seu Rendimento Nacional Bruto (RNB).

Perante as restrições orçamentais impostas pela crise internacional, todas as evidências indicam que, pelo menos a curto prazo, não haverá grandes evoluções no cenário actual e que a APD da UE irá continuar crescer a um ritmo muito mais lento do que o necessário para atingir a meta dos 0,7% do RNB até 2015, objectivo acordado internacional no âmbito da ONU.


Relativamente a Portugal, verifica-se uma tendência semelhante à da maioria dos seus parceiros europeus, uma vez que, segundo dados recentes da OCDE, o objectivo definido pelo governo de canalizar 0,34% do RNB para a APD em 2010 não foi atingido, tendo-se ficado por 0,29% do seu Rendimento Nacional Bruto.

Em 2010 a Ajuda Publica ao Desenvolvimento Portuguesa teve um acréscimo de 125M€ face a 2009. No entanto é preciso assinalar que este crescimento se deveu sobretudo à disponibilização de novas linhas de crédito aos países parceiros de Portugal, que poderão ser utilizadas para financiar projectos de Desenvolvimento, desde que estes sejam executados por empresas portuguesas. Deste modo, não só este crescimento da APD não é sustentável, uma vez que estas linhas de crédito terão de ser eventualmente amortizadas, como se confundem objectivos económicos de promoção internacional das empresas portuguesas com os princípios que devem nortear a Cooperação para o Desenvolvimento e a Ajuda Pública disponibilizada para esse fim.


A crise internacional em que vivemos e a situação política do país têm, obviamente repercussões orçamentais que afectarão todas as áreas de intervenção do Estado. No entanto esta crise tem afectado ainda mais os países e as populações mais desfavorecidas, pondo em risco alguns dos avanços conseguidos em alguns dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. Num momento em que iremos iniciar um novo ciclo político em Portugal, é importante que os partidos tenham consciência dos compromissos internacionais que o Estado Português assumiu na área da Cooperação para o Desenvolvimento e da importância e responsabilidade que todos temos no seu cumprimento.

Caberá à Assembleia da República e ao próximo Governo definirem um caminho para que Portugal possa continuar a contribuir para a criação de um modelo de desenvolvimento mundial mais justo e equitativo. Neste sentido, a Plataforma Portuguesa sugere os responsáveis políticos tomem medidas que contribuam para a criação de um plano concreto para a implementação e o crescimento da APD nos próximos anos.

Somos a primeira geração com condições, recursos e capacidade para acabar com as desigualdades e conseguir criar um mundo mais justo e equitativo. É a nossa responsabilidade.
 
Pode encontrar o relatório completo e os dados relativos a Portugal em http://aidwatch.concordeurope.org/ 


Notas: - Nos últimos cinco anos, a CONCORD tem monitorizado o progresso da qualidade e quantidade da APD proveniente da UE. Em termos quantitativos, os Estados membros comprometeram-se a canalizar 0,7% do seu Produto Interno Bruto (PIB) para a Ajuda ao Desenvolvimento, até 2015. Este compromisso foi feito pela UE como parte da sua contribuição para o objectivo global de cumprir os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio das Nações Unidas (ODM).

 

 
A Grande História nos Dias do Desenvolvimento, 5 Maio

A Campanha Global pela Educação (CGE) vai realizar o evento “A Grande História”, que terá lugar na 4ª Edição de “Os Dias do Desenvolvimento”, no dia 5 de Maio, das 15h às 16h, no stand da Agência ODM (junto ao stand da CGE).

O evento “A Grande História” realiza-se no âmbito da Semana de Acção Global pela Educação, organizada todos os anos pela CGE, que decorrerá de 2 a 8 de Maio, e será dedicada ao tema “Educação para Raparigas e Mulheres”.

Após uma breve apresentação sobre o tema da Semana de Acçãoo deste ano, será feita a leitura de um excerto do livro "Metade do Céu" e seguir-se-à uma conversa informal com alguns convidados/as especiais. 

Com mais de 10 milhões de participantes por todo o mundo, em mais de 100 países, a Semana de Acção Global pela Educação representa um momento único de mobilização pelo direito à educação e pela concretização das promessas feitas em Dakar e na Cimeira do Milénio.

PROGRAMA

15h00-15h10 – Educação para Raparigas e Mulheres: progressos e desafios,            
                         Mariana Hancock, Coordenadora da CGE

15h10-15h15 – “Metade do Céu”, breve apresentação do livro,
                          João Santos, Bertrand Editora

15h15-15h25 – Leitura de uma “Grande História”,
                          Isabel Stilwell, Madrinha da CGE

15h25-16h00 – Espaço para conversa e debate .


MORADA
Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP)
Pólo Universitário do Alto da Ajuda
Rua Almerindo Lessa – 1300-663 Lisboa


Sobre o livro Metade do Céu - Transformar a opressão em oportunidade para as mulheres de todo o mundo, Bertrand Editora, 2011:

Num retrato cru, violento mas cheio de esperança, de um século XXI desconhecido, Metade do Céu conta-nos as histórias de raparigas e mulheres que conseguiram vencer o flagelo da SIDA, do tráfico sexual, da mutilação genital e da completa discriminação, mostra-nos como os pequenos esforços se podem transformar em oportunidades vitais e como nos é possível combater o que já é considerada a escravatura do século XXI, reforçando de força clara o papel basilar da Educação das raparigas e mulheres para todo este processo.

www.halftheskymovement.org

 

 

 
MANIFESTO 2011: Disseram-nos, Prometeram-nos - Sabemos, Acreditamos e Apelamos

DISSERAM-NOS que a educação tem um papel fundamental no desenvolvimento pessoal e das comunidades em que vivemos e que, por isso, deveria ser sempre uma prioridade dos Governos de todo o mundo…

Disseram-nos que a Educação é um bom investimento, porque quem tem acesso a um ensino de qualidade tem mais probabilidades de participar plenamente no desenvolvimento do seu país…

PROMETERAM-NOS que, até 2015, todos os rapazes e raparigas teriam a oportunidade de completar o ensino primário…

Prometeram-nos que, até 2015, todas as raparigas teriam as mesmas oportunidades que os rapazes de aceder ao ensino básico e secundário, e que isso as tornaria mais autónomas, confiantes e capazes de tomar decisões importantes nas suas vidas…

Prometeram-nos que, até 2015, seriam feitos todos os esforços possíveis a nível mundial para se alcançarem os oito Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM)…

SABEMOS que também fazemos parte da parceria global para o desenvolvimento e que podemos ser políticos/as à nossa medida, que temos uma voz que deve ser ouvida, que temos o direito e o dever de exigir mais e melhor dos nossos representantes e de dar o nosso contributo …

Sabemos que, actualmente, existem aproximadamente 69 milhões de crianças em todo o mundo que não têm acesso à educação…

Sabemos que existem cerca de 759 milhões de adultos que também ainda não tiveram a oportunidade de aprender as competências básicas de leitura, escrita e cálculo, e que dois terços destes adultos são mulheres…

Sabemos que, em todo o mundo, são necessários aproximadamente mais 18 milhões de docentes para se conseguir o ensino primário universal até 2015…

Sabemos que o caminho para o desenvolvimento apenas poderá ser percorrido com sucesso se as raparigas e mulheres tiverem as mesmas oportunidades e direitos que os rapazes e homens…

Sabemos que Portugal foi um dos países que se comprometeu a destinar 0,7% do seu Rendimento Nacional Bruto à Ajuda Pública ao Desenvolvimento (APD) até 2015, mas que dificilmente atingiremos essa meta…

Sabemos que, face à crise financeira mundial e nacional, a pressão sobre os orçamentos é maior e exige uma maior eficiência de execução por parte dos nossos representantes…

ACREDITAMOS que quando há vontade política, os países unem-se para conseguir o financiamento necessário e para encontrarem soluções no sentido de saber investir melhor os recursos que têm;

Acreditamos que, sobretudo em contextos de crise, o investimento na Educação não pode deixar de ser prioritário sob pena de hipotecarmos o nosso futuro e o das próximas gerações;

Acreditamos que a nossa participação na Semana de Acção Global pela Educação, que une a nossa voz à de milhões de pessoas que em todo o mundo se juntam a esta mobilização pelo direito à educação, contribui para colocarmos a Educação para Todos e Todas no centro da atenção dos líderes mundiais e da agenda política nacional e internacional.


APELAMOS ao Governo Português para que tome todas as medidas necessárias para que o direito a uma educação de qualidade seja garantido e protegido no nosso país e nos países destinatários da APD Portuguesa;

Apelamos ao Governo Português para que assuma um papel mais activo na esfera internacional no sentido de se adoptarem mecanismos de protecção do direito humano universal à educação;

Apelamos ao Governo Português para que reforce a dimensão de igualdade de género nas suas políticas e planos de Cooperação para o Desenvolvimento;

Apelamos ao Governo Português para que honre os seus compromissos internacionais e para que tome todas as medidas que estiverem ao seu alcance em prol de uma real convergência dos níveis da APD Portuguesa nesse sentido.

 

Se subscrevem este Manifesto, e conhecem outro/as que também o queiram subscrever, enviem-nos um exemplar (ver abaixo) com as vossas assinaturas até ao dia 1 de Setembro (NOVO PRAZO) para:

Campanha Global pela Educação

Fundação Gonçalo da Silveira

Estrada da Torre, nº26

1750-296 Lisboa

 

Podem, também, juntar ao Manifesto as vossas mensagens pessoais, escrevendo-as nas figuras simbólicas que vos disponibilizamos (ver molde).

MANIFESTO

MOLDE - Para mensagens

 

Os Manifestos e mensagens recebidos serão entregues pela CGE aos nossos/as representantes políticos em nome de todos e todas que apoiam esta Campanha!

Não percam todas as actualizações no nosso sítio da Internet e na página da CGE no Facebook!

 

 
Semana de Acção 2011 - O Mundo está a mobilizar-se!

Aproxima-se mais uma Semana de Acção Global pela Educação (2 a 8 de Maio) e, por todo o mundo, estão a ser preparadas diversas actividades para chamar a atenção das comunidades educativas, dos representantes políticos, dos meios de comunicação e do público em geral sobre o tema "A Educação para Raparigas e Mulheres".

A Semana de Acção é a maior mobilização à escala global pelo direito à educação e visa contribuir para a sensibilização e acção sobre todas as Metas de Educação para Todos e Todas (EPT), estabelecidas em Dakar (2000), assim como os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM).

Partilhamos convosco os planos de algumas das diversas coligações nacionais que fazem parte da Global Campaign for Education (GCE):

Afeganistão
O Presidente do país e vários Ministros (Negócios Estrangeiros, Educação e Social) foram convidados para participar num evento central que terá lugar em Cabul. Haverá outros eventos a decorrer em doze províncias, em mais de cem escolas. São esperados mais de 200.000 participantes no evento central, que receberá a cobertura jornalística por cinco canais de televisão e vinte e cinco estações de rádio. A coligação nacional está a produzir um documentário de cinco minutos sobre a educação para raparigas e mulheres.

Argélia
A Argélia irá participar na Semana de Acção pela primeira vez, com o apoio da coligação da Palestina. Vários grupos da sociedade civil, liderados por associações juvenis, estão a planear actividades para juntar encarregados de educação, estudantes, académicos e sindicatos pela educação.

Brasil
A coligação brasileira, em parceria com o Comité para a Educação e Cultura, apresentará as suas preocupações e os apelos da sociedade civil sobre as leis, políticas e práticas discriminatórias na educação ao Parlamentares, numa audiência pública no Congresso Nacional. No dia 3 de Maio, a coligação dinamizará um workshop de grafitti e promoverá uma discussão com os jovens sobre a discriminação nas escolas. Os jovens produzirão um grande painel com grafittis para ser exposto no Congresso Nacional. Centenas de outras actividades locais terão lugar em diferentes regiões do país, desenvolvidas por parceiros locais.

Burkina Faso
Este ano, o apelo central da coligação deste país é que o seu governo se comprometa a alcançar o ensino primário universal até 2015, tomando em especial atenção a educação para raparigas. A coligação apelará, especificamente, a que o governo construa latrinas separadas para rapazes e raparigas em pelo menos 70% das escolas, e que pelo menos 3000 centros de alfabetização de mulheres e raparigas sejam construídos. Estão a ser planeadas outras actividades diversas, incluindo um evento central.

Chade
A FAWE está a organizar um evento central para o qual foi convidado o Presidente do país. As actividades centrar-se-ão na celebração das mulheres e raparigas e na discussão sobre os benefícios da educação para raparigas e mulheres.

República Democrática do Congo
A actividade “A Grande História” terá lugar em 300 escolas de Kinshasa e em 100 escolas das outras províncias. As actividades receberão cobertura por três canais de televisão. A acção central realizar-se-á em Kinshasa com a entrega de uma petição ao Presidente por uma corrente humana formada por 1.000 estudantes de 50 escolas. A coligação recolheu histórias locais sobre mulheres e raparigas. Adicionalmente, foi preparado um dossier para apresentar ao governo os desafios enfrentados pelas mulheres e raparigas na educação.

França
A Solidarité Laique anunciou a Semana de Acção de 2011 no Dia Internacional da Mulher (8 de Março). O “Manifesto sobre o direito a uma educação de qualidade para todas as mulheres e raparigas” e uma carta-petição serão lidos e assinados por ocasião de várias mobilizações cívicas. A petição será enviada posteriormente aos Membros do Parlamento locais e entregue, mais tarde, na reunião do G20 que acontecerá sob a Presidência Francesa. A coligação produziu um kit de mobilização que inclui o Manifesto e cartas de petição. Para mais detalhes ver: www.educationpourtous.com.

Grécia
No Dia Internacional da Mulher, a coligação grega lançou a Semana de Acção com uma noite de leitura de histórias na Fundação Theocharaki. Vários actores e actrizes famosos, como Elisabeth Konstantinidou, Renia Louizidou e Natalia Tsaliki, entre outros, leram histórias sobre mulheres da Tanzânia e da Serra Leoa que, ou tiveram de abandonar a escola, ou cujas vidas mudaram porque tiveram a oportunidade de frequentar a escola. Desde o lançamento da Semana de Acção, inscreveram-se 400 escolas. Foram enviados materiais de apoio para todas as escolas. Mais notícias em http://education.actionaid.gr/gaw2011-material.

Índia
A coligação indiana está a recolher histórias de dez mulheres e raparigas extraordinárias, cujas vidas mudaram devido à educação. As mulheres e raparigas visadas nas histórias terão um encontro com a Presidente da Índia durante a Semana de Acção para lhe entregar o Manifesto. As suas histórias serão também contadas aos Membros do Parlamento e aos altos responsáveis pela Comissão Nacional para a Protecção dos Direitos das Crianças.

Japão
Cerca de 18.945 estudantes de 135 escolas inscreveram-se para participar na Semana de Acção. A coligação está a apontar para a participação de 700 escolas e os materiais de apoio já foram enviados para todas as escolas. A coligação convidou o Ministro do Exterior, Sr. Matsumoto, e outros Membros do Parlamento para participarem em “A Grande História”. Para mais informação ver: http://www.jnne.org/gce2011/ e http://www.jnne.org/gce2011/download.html.

Montenegro
As actividades a realizar terão com principal objectivo apelar ao direito dos Roma (comunidade cigana) à educação, com um especial enfoque nas raparigas.

Nepal
A actividade “A Grande História” será realizada em várias partes do país e têm sido recolhidas diversas histórias inspiradoras sobre raparigas e mulheres.

Palestina
A Semana de Acção foi lançada no Dia Internacional da Mulher com várias actividades sobre a importância da educação para raparigas e mulheres. A coligação tem planeada uma marcha de abertura da Semana a partir do edifício do Conselho Legislativo em Ramallah, onde serão lidas algumas histórias. As escolas dinamizarão a actividade “ A Grande História” e foram já preparadas mensagens a serem entregues ao Presidente do país. O evento nacional central, onde estudantes lerão histórias sobre mulheres notáveis, terá a presença do Primeiro Ministro, Salam Fayad, e de outros representantes políticos. Ver fotografias em:
http://www.flickr.com/photos/campaignforeducation/sets/72157626230422342/

Papua Nova Guiné
Este ano, a coligação da Papua Nova Guiné inclui mais organizações. Está em preparação um evento com a presença de representantes políticos sobre a educação para raparigas e mulheres.

Peru
Está a ser organizada uma marcha para o dia 12 de Maio, em Lima, que culminará numa cerimónia pública na “Casa da Literatura”, com a presença dos Ministros da Educação e da Mulher e Desenvolvimento Social. A coligação publicará uma brochura com informação sobre a educação para raparigas e mulheres a nível global e local. Será publicado, ainda, um livro com histórias sobre a educação de mulheres e raparigas para ser distribuído a nível nacional.

Senegal
As actividades planeadas centram-se no diálogo sobre os obstáculos à educação para mulheres e raparigas, liderado por representantes de diferentes grupos que incluem um/a delegado da coligação, um/a representantes dos encarregados de educação, representantes do Ministério da Educação e das Finanças, e representantes da Assembleia Nacional. Haverá fóruns de discussão online sobre a educação para raparigas e mulheres durante o mês de Maio, que permitirá a milhares de activistas, de todo o país, contribuírem com as suas reflexões para “A Grande História”.

Reino Unido
A coligação do país reuniu alguns estudos de caso da Tanzânia e da Nigéria que ilustram os obstáculos à educação das raparigas e os benefícios da sua educação. Cerca de 3.500 escolas inscreveram-se para participar na Semana de Acção e espera-se que esse número chegue às 6.000 escolas. No âmbito da campanha “Send My Sister to School”, os/as jovens participantes enviarão figuras de papel femininas (“sister”), simbólicas, aos representantes políticos locais para chamar a atenção sobre a educação para raparigas e mulheres. Para saber mais ver: http://www.sendmyfriend.org/take-action/pack-download.

 

Ver também:

www.campaignforeducation.org

www.globalactionweek.org

 

 
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Sobre a Campanha: A Campanha Global pela Educação (CGE) é uma coligação internacional de organizações não governamentais, sindicatos, instituições escolares e movimentos sociais de todos os tipos, empenhada na luta pelo direito à educação. Esta coligação nasceu em 1999 com o propósito de exigir dos governos o acesso e o usufruto do direito à educação para todos. Reclama que se ponham em prática todas as declarações que emergiram de fóruns e cimeiras internacionais até à data. Em Portugal, a CGE é implementada por uma plataforma de organizações da sociedade civil.